jeudi 4 mars 2010

Attomica - Attomica [1987]


Está com saudades daqueles singelos momentos onde a violência e a insanidade corriam soltas pelo seu som? Pois bem meu companheiro, aqui está uma jóia rara, que irá trazer a tona toda a fúria do thrash metal nacional!

Formado em 1985 na cidade de São José dos Campos, São Paulo, um grupo de amigos com o intuito de fazer um som característico da cena metaleira mundial, onde quem mandava era o thrash, resolveram se juntar para tentar a sorte. Enquanto nos Estados Unidos pipocavam bandas em todo o canto, subindo direto para o estrelato, aqui no Brasil era um pouco diferente... A divulgação era tão precária quanto as condições de se gravar algum material, mas uma coisa não faltava: bandas de qualidade! Claro que uma parcela muito pequena conseguiu realmente sair do underground e entrar na mídia de grande corrência.

E o que as bandas que não iam pra frente faziam? Grande parte encerravam as atividades após alguns show; outras continuavam a fazer shows sem tanta frequência, servindo apenas como hobbie dos membros que tinham outros empregos para se sustentar; e outras continuaram na batalha, lutando para lançar discos e tentar alcançar alguma fama, mas 99% das bandas acabaram, sendo que muitas delas interromperam as atividades nos anos 90 por causa da grande onda grunge que inundou o mundo na época.

Na questão do Attomica, a banda se encaixa na terceira opção, lançando discos até 1991, quando entraram em um hiato que só terminou em 2002, através de um lançamento mais do que espetacular: The Blast Of Video, um dvd com apresentações históricas da banda no ano de 1992, durante a turnê de divulgação do último disco ''Disturbing The Noise'', e quando a banda abriu para ninguém menos que o Kreator! Trazendo o debut da banda, eu sou obrigado a admitir que a qualidade do som não está lá essas coisas... Mas de qualquer jeito, não tenho dúvidas que os fãs do estilo irão vibrar do começo ao fim!

Diversão garantida!

1 - Dying Smashed
2 - Marching Over Blood
3 - Lost Time
4 - No Life Till Madness
5 - Children Assassin
6 - Flesh Maniac
7 - Samurai

Formação:
Laerte Perr - vocal
Pyda Rod - guitarras
João Paulo Francis - guitarras
Andre Rod - baixo
Mario Sanefuji - baquetas




sueco


Airbourne - No Guts. No Glory. [2010]


CONFIRAM ANTES QUE FORÇAS SUPREMAS MANDEM PARA O BELELÉU!

O álbum sai daqui 4 dias na Austrália, mas na Combe sempre chega antes. "No Guts. No Glory." é o segundo full-length da modesta porém excelente discografia do Airbourne, grupo que muitos julgam ser apenas uma imitação de AC/DC mas que eu acho que vai muito além disso.

O material para o play já começou a ser feito pelo quarteto australiano logo no começo do ano passado, mas sem deixar a estrada - tanto que, por conta disso, os fãs mais afoitos devem conhecer a faixa de abertura, "Born To Kill", que já foi tocada ao vivo pelo Airbourne antes do lançamento.

Sem muita complexidade e encheção de linguiça em seu som, "No Guts. No Glory." é uma perfeita continuação para o trabalho já feito pelo Airbourne, pois segue o estilo abordado anteriormente: vocais ainda rasgados de Joel O'Keefle, composições divertidas e diretas, cozinha bem tocada por Justin Street (baixista) e Ryan O'Keefle (baterista) e guitarras com a essência perfeitamente roqueira compostas por Joel (solo) e David Roads (base).


Não há nenhum destaque em particular, pois este é um genuíno álbum de Rock n' Roll, desde a magnífica e já citada paulada de abertura, "Born To Kill" (de excelente letra, por sinal) até o fechamento com a forte e rápida "Back On The Bottle".

De fato, "No Guts. No Glory." tem tudo para não apenas repetir mas expandir o sucesso de seu antecessor, "Runnin' Wild", que atingiu boas vendas e, consequentemente, boas posições nas paradas americanas (106ª), inglesas (62ª) e australianas (21ª) para um debut de Hard Rock a-la anos setenta. Não percam tempo e confiram já!

01. Born To Kill
02. No Way But The Hard Way
03. Blonde, Bad And Beautiful
04. Raise The Flag
05. Bottom Of The Well
06. White Line Fever
07. It Ain't Over Till It's Over
08. Steel Town
09. Chewin' The Fat
10. Get Busy Livin'
11. Armed & Dangerous
12. Overdrive
13. Back On The Bottle

Joel O'Keefle - vocal, guitarra solo
David Roads - guitarra base, backing vocals
Justin Street - baixo, backing vocals
Ryan O'Keefle - bateria

DOWNLOAD
(42,6mb ~ 128kbps)

by Silver

Corrosion of Conformity - Deliverance [1994]


O Corrosion of Conformity é uma banda marcada por mutações, tanto na formação quanto na sonoridade.

A história do grupo norte-americano data do início dos anos 80, quando o interesse dos músicos era tocar um hardcore puxado para o metal. Aí já dá pra ter a idéia de que o C.o.C. foi um dos pioneiros do crossover thrash.

Depois de algumas costumeiras mudanças no line-up e com o guitarrista Pepper Keenan (que, em 1991, havia formado o Down com Phil Anselmo) assumindo os vocais, os americanos partiram em uma nova empreitada: deixar de lado o punk rock para tocar um som fortemente influenciado pelo Black Sabbath e todo o hard setentista, além do southern rock.

E é exatamente isso que se ouve no primeiro álbum da nova fase, Deliverance. Riffs e solos seguindo à risca o dever de casa do professor Tony Iommi. Pepper Keenan cantado muito, baixo e bateria fazendo uma cozinha brutal. Isso lembra alguma coisa? Sim, a banda é considerada uma importante representante do stoner rock. Além disso, o C.o.C. é também lembrado como precursor do sludge metal, estilo baseado em doom metal e hardcore.

Os destaques ficam para Heaven's Not Overflowing, Albatross, Shelter, Señor Limpio e o hit Clean My Wounds. Mas é claro, o play merece ser ouvido do começo ao fim.

O Corrosion of Conformity é uma ótima banda. Deliverance é com certeza o melhor disco dessa, além do que conseguiu as melhores vendas. Prato cheio pra quem gosta de stoner, sludge, southern, Black Sabbath, riffs... enfim, rock de peso e qualidade.

01. Heaven's Not Overflowin
02. Albatross
03. Clean My Wounds
04. Without Wings
05. Broken Man
06. Señor Limpio
07. Mano de Mono
08. Seven Days
09. #2121313
10. My Grain
11. Deliverance
12. Shake Like You
13. Shelter
14. Pearls Before Swine

Pepper Keenan - vocais, guitarra
Woody Weatherman - guitarra
Mike Dean - baixo, vocais em 11
Reed Mullin - bateria, vocais de apoio

DOWNLOAD (73,7mb - 192kbps)

Jp

Suze DeMarchi - Telelove [1999]



Cantora australiana que despontou no cenário musical em 1989, como vocalista da também australiana, banda Baby Animals; Suze DeMarchi liderou o grupo que persistiu até seu afastamento em 1994 para se casar e relançar-se em carreira solo cinco anos depois. Ela iniciou a vida artística em 1980, aos 17 anos, tocando em bandas da sua terra natal, até mudar-se para Londres em 1985 e assinar com EMI para lançar-se como cantora POP.



Ela é a mulher ou ex-mulher do “mestre”, não sei mais ao certo – estou por fora das fofocas do “mundo de caras” – mas o que importa é que, pelo menos, ela é a mãe dos dois filhos do Nuno Bettencourt e é uma cantora que manda bem pra caramba. Nota: A música Suzi (Wants Her All Day What) do Extreme II - Pornograffitti nada tem a ver com o romance do casalzinho; eles se conheceram e se casaram bem depois disso.



Confesso que não me lembrava dela das décadas de 80/90 e muito menos da banda Baby Animals até saber que era (até a segunda ordem) casada com ele, porém, quando ouvi suas músicas na trilha sonora de “Smart People”, logo me interessei em procurar seus trabalhos, seja solo ou com a sua banda, que após um longo recesso, voltou a fazer shows em 2007.





Com o álbum Telelove, lançado em Março de 1999, ela emplacou três “singles” na Austrália; as canções “Satellite”, “Karma” e “Open Windows”, vindo a ser indicada ao prêmio ARIA em 1999, como Melhor Artista Feminina e ainda, no ano 2000, seu nome foi cogitado para assumir o lugar de Michael Hutchence como vocalista do INXS, um bom tempo após a morte deste, por suicídio, em 1997. Não rolou!



O cd solo da “madame Bettencourt” foi produzido pelo maridão e ainda tem a participação dele na composição de algumas canções, mixagem das músicas e gravações como guitarrista e backing vocal. Muito bem arranjado e com ótimas melodias, o álbum de Rock Contemporâneo, bem australiano, conta com um excelente vocal feminino de Rock N’ Roll e um repertório com boas letras românticas. É muito agradável! Ótimo disco pra pegar a estrada e relaxar ao som de uma voz limpa, não tão comum, bonita e muito afinada. Ou como diria meu amigo sueco: “música pra amar a noite toda!”



Esse cd é uma boa pedida! Vale conhecer.



Suze DeMarchi – Vocais e Guitarra

Nuno Bettencourt - Guitarra (Acústica), Guitarra, Melltron, Baixo, Backing Vocais

Frank Celenza, Dave Descenzo, Tony Italia, Mike Levesque - Bateria

Dave Leslie (Rankin) – Guitarra e Backing Vocais

Bill O'Meara e John DeChristopher – Cordas e Pratos

Eddie Parise – Baixo e Backing Vocais

Anthony J Resta - Programação e Sintetizadores

Jake Shapiro - Cello

Oksana Solovieva – Violino

Jose Barros – Órgão Hammond



Faixas:



01 - Karma

02 - Satellite

03 - Open Window

04 - Mainline

05 - Telelove

06 - Psychic

07 - Down

08 - Colour of Love

09 - Fresh

10 - Trapped in Amber

11 – Submarine



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59.50 MB



LYN





China - Light Up the Dark [2010]


Já que o Gotthard andou pisando no tomate em seus últimos lançamentos, é hora da velha guarda do Hard Rock suíço reassumir a linha de frente. Depois do triunfal retorno do Krokus, o China também está de volta. Light Up the Dark é o primeiro trabalho de estúdio em quinze anos. Três dos sons aqui presentes já eram conhecidos dos fãs desde o lançamento da coletânea The Very Best of, de 2008. Da formação do clássico Sign in the Sky, apenas estão presentes o vocalista Eric St. Michaels e o guitarrista Claudio Matteo. Mas os outros músicos seguram a bronca com maestria, com destaque para Mack Schildknecht, que faz uma boa dupla nas seis cordas com o remanescente já citado.

Obviamente, há algumas novas influências, se comparado aos trabalhos antigos. A faixa-título pode assustar os mais conservadores, com uma levada que chega a lembrar o Europe atual – banda com a qual eles andaram tocando recentemente. “Hey Yo” chega na mesma linha e meio que denuncia que os teclados ficaram mesmo em segundo plano ao contrário do passado. Já “She’s so Hot” recoloca as coisas em seu lugar, com um balanço bem bacana. Vale citar também a bonita “Gates of Heaven” e as agitadas “Lonely Rider” (me lembrou Bon Jovi, até no tema da letra) e “Trapped in the City”. Ainda tem Marc Storace dando o ar da graça em “On My Way” uma espécie de Hard Country!!!

É uma nova era para o China, com novas experiências incorporadas a seu Hard Rock, especialmente para quem ouvir só as primeiras músicas e pensar em desistir. Depois, o disco entra nos eixos (com algumas pequenas recaídas durante o percurso) e traz lembranças do passado, com boas melodias para os ouvidos mais saudosistas. De qualquer modo, nada como dar uma checada e tirar suas próprias conclusões. E que a Suíça continue firme e forte na cena, seja com a turma do passado, seja com sangue novo aparecendo!

Eric St. Michaels (vocals)
Claudio Matteo (guitars)
Mack Schildknecht (guitars)
Beat Kofmehl (bass)
Billy La Pietra (drums)

Special Guest
Marc Storace (vocals on 07)

01. Light Up The Dark
02. Hey Yo
03. She's So Hot
04. Girl On My Screen
05. Lonely Rider
06. Gates Of Heaven
07. On My Way
08. Stay
09. Deadly Sweet
10. Trapped In The City
11. Right Here Right Now
12. Flesh And Bone

107 MB
320 kbps

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mercredi 3 mars 2010

Reckless Love - S/T [2010]


Tá aí um dos mais esperados do ano. As prévias foram entusiasmantes, o que fez com que a expectativa em toda a cena fosse enorme. A banda do ex-Crashdiet, Oli Herman, finalmente dá as caras, e o resultado não poderia ser menos empolgante para os fãs do estilo. O Reckless Love oferece um Hard festeiro, descompromissado, na melhor escola Poison/Pretty Boy Floyd. É aquele som direto, simples, perfeito para tocar numa farra com os amigos, seja no aquecimento, seja na saideira – pode até ser no durante, como trilha pra orgias, brigas e afins (risos). Esse é daqueles discos que não é necessário fazer muitos comentários individuais sobre as faixas, pois quem gosta de uma vai curtir todas.

Mas não dá pra deixar de dizer que a já conhecida “Beautiful Bomb” é daquelas que facilmente se tornaria um hit em outras épocas. O hino dos baladeiros “One More Time” tem um refrão pronto pra ser entoado em um show ou dentro do carro com toda a turma junto. “Badass” conta com um desempenho simplesmente fodástico de Pepe (já tirei a vela!), mostrando-se um guitarrista bem melhor que a média atual no gênero. “Love Machine” soa como uma mistura de “Cherry Pie” com “Pour Some Sugar on Me”, se é que dá pra imaginar algo assim. Já “So Yeah” lembra Van Halen dos tempos masculinos – ou seja, a primeira formação.

Tá certo que essa galera gosta de se abichornar demais no visual, mas é o que eles gostam, né? Nada a fazer a não ser lamentar. No meu tempo se curava na base da cintada e água fervendo no lombo. Só não deixem se levar por isso, pois o som vale a pena. Acho que nem preciso dizer muito mais (até porque quero dar mais umas escutadas para ter mais argumentos), a não ser que esse é presença quase certa em todas as listas de melhores do ano. Se não estiver é porque virão coisas fantásticas pela frente. Mais uma vez os Vikings mostram porque são donos da terra do Hard Rock nos novos tempos da música. Download obrigatório!

Oli Herman (vocals)
Pepe (guitars)
Jalle Verne (bass)
Hessu Maxx (drums)

01. Feel My Heat
02. One More Time
03. Badass
04. Love Machine
05. Beautiful Bomb
06. Romance
07. Sex
08. Back to Paradise
09. So Yeah
10. Wild Touch
11. Born to Rock

95 MB
320 kbps

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mardi 2 mars 2010

Daft Punk - Discovery [2001]


Se você leu ''Daft Punk'' e já ficou de mimimi e frescurinha pensando que o blog virou uma boate ambulante, pode abaixar o fogo, pois o disco em questão é uma verdadeira obra de arte. Com vocês, o segundo disco do Daft Punk: ''Discovery''!

Após o aclamado ''Homework'', todos esperavam que o grupo lançasse algo parecido, mas essa sede não foi saciada... para o segundo disco, a dupla mais frenética da música mudou! Eles resolveram misturar elementos nunca imaginados pelos fãs e acredito que por eles também. Em uma entrevista para a revista ''Remix Magazine Online'', Thomas Bangalter fala que o ''Discovery'' é algo muito relacionado a infância da dupla (entre os anos 1975 e 1985), utilizando como argumento que quando se é criança você gosta de algo, pelo simples fato que você gosta, não fazendo muitas perguntas em torno dela, com a mente bem aberta, então pensando nisso o grupo resolveu arriscar.

Misturando estilos que vão desde a disco music, o synthpop, e claro a conhecida batida característica do grupo, a dupla também utiliza uma série de samples e até aplicam instrumentos como guitarra, baixo, bateria e teclado, muito bem tocados diga-se de passagem! Apesar dos pesares para os fãs, o disco foi extremamente bem recebido e recebeu boas críticas da mídia, fazendo com que seus singles atingissem boas posições de vendas e aproximando ainda mais fãs para junto da banda, fazendo com que as apresentações atingissem a lotação máxima.

Outro fato que colaborou bastante para a divulgação tanto da banda, quanto do disco, foi o longa metragem ''Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem''. Produzido pelo Daft Punk ao lado da Tōei Animation, supervisionado por ninguém menos que Leiji Matsumoto (citado como um herói de infância da dupla), o longa é baseado no disco aqui presente. Sem qualquer tipo de fala ou efeito sonoro, toda a animação tem como som de fundo, o disco Discovery. Para maiores informações, e para conhecer a história do longa, basta clicar aqui. Caso alguém se interesse, eu indico que procure assistir, vale muito a pena, além de ser bem fácil de se encontrar pelo google e em blogs.

Discão para se ouvir a qualquer momento, com a certeza de satisfação garantida!

1 - One More Time
2 - Aerodynamic
3 - Digital Love
4 - Harder, Better, Faster, Stronger
5 - Crescendolls
6 - Nightvision
7 - Superheroes
8 - High Life
9 - Something About Us
10 - Voyager
11 - Veridis Quo
12 - Short Circuit
13 - Face to Face
14 - Too Long

Formação:
Daft Punk - sequenciadores, samples, sintetizadores, vocais, vocoders, máquinas de ritmos e instrumentos.
Romanthony - vocal em ''One More Time'' e ''Too Long''
Todd Edwards - vocal em ''Face To Face''




sueco