
jeudi 4 mars 2010
Attomica - Attomica [1987]

Airbourne - No Guts. No Glory. [2010]

O material para o play já começou a ser feito pelo quarteto australiano logo no começo do ano passado, mas sem deixar a estrada - tanto que, por conta disso, os fãs mais afoitos devem conhecer a faixa de abertura, "Born To Kill", que já foi tocada ao vivo pelo Airbourne antes do lançamento.
Sem muita complexidade e encheção de linguiça em seu som, "No Guts. No Glory." é uma perfeita continuação para o trabalho já feito pelo Airbourne, pois segue o estilo abordado anteriormente: vocais ainda rasgados de Joel O'Keefle, composições divertidas e diretas, cozinha bem tocada por Justin Street (baixista) e Ryan O'Keefle (baterista) e guitarras com a essência perfeitamente roqueira compostas por Joel (solo) e David Roads (base).

De fato, "No Guts. No Glory." tem tudo para não apenas repetir mas expandir o sucesso de seu antecessor, "Runnin' Wild", que atingiu boas vendas e, consequentemente, boas posições nas paradas americanas (106ª), inglesas (62ª) e australianas (21ª) para um debut de Hard Rock a-la anos setenta. Não percam tempo e confiram já!
01. Born To Kill
02. No Way But The Hard Way
03. Blonde, Bad And Beautiful
04. Raise The Flag
05. Bottom Of The Well
06. White Line Fever
07. It Ain't Over Till It's Over
08. Steel Town
09. Chewin' The Fat
10. Get Busy Livin'
11. Armed & Dangerous
12. Overdrive
13. Back On The Bottle
Joel O'Keefle - vocal, guitarra solo
David Roads - guitarra base, backing vocals
Justin Street - baixo, backing vocals
Ryan O'Keefle - bateria
by Silver
Corrosion of Conformity - Deliverance [1994]

A história do grupo norte-americano data do início dos anos 80, quando o interesse dos músicos era tocar um hardcore puxado para o metal. Aí já dá pra ter a idéia de que o C.o.C. foi um dos pioneiros do crossover thrash.
Depois de algumas costumeiras mudanças no line-up e com o guitarrista Pepper Keenan (que, em 1991, havia formado o Down com Phil Anselmo) assumindo os vocais, os americanos partiram em uma nova empreitada: deixar de lado o punk rock para tocar um som fortemente influenciado pelo Black Sabbath e todo o hard setentista, além do southern rock.
E é exatamente isso que se ouve no primeiro álbum da nova fase, Deliverance. Riffs e solos seguindo à risca o dever de casa do professor Tony Iommi. Pepper Keenan cantado muito, baixo e bateria fazendo uma cozinha brutal. Isso lembra alguma coisa? Sim, a banda é considerada uma importante representante do stoner rock. Além disso, o C.o.C. é também lembrado como precursor do sludge metal, estilo baseado em doom metal e hardcore.
Os destaques ficam para Heaven's Not Overflowing, Albatross, Shelter, Señor Limpio e o hit Clean My Wounds. Mas é claro, o play merece ser ouvido do começo ao fim.
O Corrosion of Conformity é uma ótima banda. Deliverance é com certeza o melhor disco dessa, além do que conseguiu as melhores vendas. Prato cheio pra quem gosta de stoner, sludge, southern, Black Sabbath, riffs... enfim, rock de peso e qualidade.
01. Heaven's Not Overflowin
02. Albatross
03. Clean My Wounds
04. Without Wings
05. Broken Man
06. Señor Limpio
07. Mano de Mono
08. Seven Days
09. #2121313
10. My Grain
11. Deliverance
12. Shake Like You
13. Shelter
14. Pearls Before Swine
Pepper Keenan - vocais, guitarra
Woody Weatherman - guitarra
Mike Dean - baixo, vocais em 11
Reed Mullin - bateria, vocais de apoio
DOWNLOAD (73,7mb - 192kbps)
Jp
Suze DeMarchi - Telelove [1999]
Cantora australiana que despontou no cenário musical em 1989, como vocalista da também australiana, banda Baby Animals; Suze DeMarchi liderou o grupo que persistiu até seu afastamento em 1994 para se casar e relançar-se em carreira solo cinco anos depois. Ela iniciou a vida artística em 1980, aos 17 anos, tocando em bandas da sua terra natal, até mudar-se para Londres em 1985 e assinar com EMI para lançar-se como cantora POP.
Ela é a mulher ou ex-mulher do “mestre”, não sei mais ao certo – estou por fora das fofocas do “mundo de caras” – mas o que importa é que, pelo menos, ela é a mãe dos dois filhos do Nuno Bettencourt e é uma cantora que manda bem pra caramba. Nota: A música Suzi (Wants Her All Day What) do Extreme II - Pornograffitti nada tem a ver com o romance do casalzinho; eles se conheceram e se casaram bem depois disso.
Confesso que não me lembrava dela das décadas de 80/90 e muito menos da banda Baby Animals até saber que era (até a segunda ordem) casada com ele, porém, quando ouvi suas músicas na trilha sonora de “Smart People”, logo me interessei em procurar seus trabalhos, seja solo ou com a sua banda, que após um longo recesso, voltou a fazer shows em 2007.
Com o álbum Telelove, lançado em Março de 1999, ela emplacou três “singles” na Austrália; as canções “Satellite”, “Karma” e “Open Windows”, vindo a ser indicada ao prêmio ARIA em 1999, como Melhor Artista Feminina e ainda, no ano 2000, seu nome foi cogitado para assumir o lugar de Michael Hutchence como vocalista do INXS, um bom tempo após a morte deste, por suicídio, em 1997. Não rolou!
O cd solo da “madame Bettencourt” foi produzido pelo maridão e ainda tem a participação dele na composição de algumas canções, mixagem das músicas e gravações como guitarrista e backing vocal. Muito bem arranjado e com ótimas melodias, o álbum de Rock Contemporâneo, bem australiano, conta com um excelente vocal feminino de Rock N’ Roll e um repertório com boas letras românticas. É muito agradável! Ótimo disco pra pegar a estrada e relaxar ao som de uma voz limpa, não tão comum, bonita e muito afinada. Ou como diria meu amigo sueco: “música pra amar a noite toda!”
Esse cd é uma boa pedida! Vale conhecer.
Suze DeMarchi – Vocais e Guitarra
Nuno Bettencourt - Guitarra (Acústica), Guitarra, Melltron, Baixo, Backing Vocais
Frank Celenza, Dave Descenzo, Tony Italia, Mike Levesque - Bateria
Dave Leslie (Rankin) – Guitarra e Backing Vocais
Bill O'Meara e John DeChristopher – Cordas e Pratos
Eddie Parise – Baixo e Backing Vocais
Anthony J Resta - Programação e Sintetizadores
Jake Shapiro - Cello
Oksana Solovieva – Violino
Jose Barros – Órgão Hammond
01 - Karma
02 - Satellite
03 - Open Window
04 - Mainline
05 - Telelove
06 - Psychic
07 - Down
08 - Colour of Love
09 - Fresh
10 - Trapped in Amber
11 – Submarine
59.50 MB
LYN

China - Light Up the Dark [2010]

Obviamente, há algumas novas influências, se comparado aos trabalhos antigos. A faixa-título pode assustar os mais conservadores, com uma levada que chega a lembrar o Europe atual – banda com a qual eles andaram tocando recentemente. “Hey Yo” chega na mesma linha e meio que denuncia que os teclados ficaram mesmo em segundo plano ao contrário do passado. Já “She’s so Hot” recoloca as coisas em seu lugar, com um balanço bem bacana. Vale citar também a bonita “Gates of Heaven” e as agitadas “Lonely Rider” (me lembrou Bon Jovi, até no tema da letra) e “Trapped in the City”. Ainda tem Marc Storace dando o ar da graça em “On My Way” uma espécie de Hard Country!!!
É uma nova era para o China, com novas experiências incorporadas a seu Hard Rock, especialmente para quem ouvir só as primeiras músicas e pensar em desistir. Depois, o disco entra nos eixos (com algumas pequenas recaídas durante o percurso) e traz lembranças do passado, com boas melodias para os ouvidos mais saudosistas. De qualquer modo, nada como dar uma checada e tirar suas próprias conclusões. E que a Suíça continue firme e forte na cena, seja com a turma do passado, seja com sangue novo aparecendo!
Eric St. Michaels (vocals)
Claudio Matteo (guitars)
Mack Schildknecht (guitars)
Beat Kofmehl (bass)
Billy La Pietra (drums)
Special Guest
Marc Storace (vocals on 07)
01. Light Up The Dark
02. Hey Yo
03. She's So Hot
04. Girl On My Screen
05. Lonely Rider
06. Gates Of Heaven
07. On My Way
08. Stay
09. Deadly Sweet
10. Trapped In The City
11. Right Here Right Now
12. Flesh And Bone
107 MB
320 kbps
Download
mercredi 3 mars 2010
Reckless Love - S/T [2010]
Mas não dá pra deixar de dizer que a já conhecida “Beautiful Bomb” é daquelas que facilmente se tornaria um hit em outras épocas. O hino dos baladeiros “One More Time” tem um refrão pronto pra ser entoado em um show ou dentro do carro com toda a turma junto. “Badass” conta com um desempenho simplesmente fodástico de Pepe (já tirei a vela!), mostrando-se um guitarrista bem melhor que a média atual no gênero. “Love Machine” soa como uma mistura de “Cherry Pie” com “Pour Some Sugar on Me”, se é que dá pra imaginar algo assim. Já “So Yeah” lembra Van Halen dos tempos masculinos – ou seja, a primeira formação.
Tá certo que essa galera gosta de se abichornar demais no visual, mas é o que eles gostam, né? Nada a fazer a não ser lamentar. No meu tempo se curava na base da cintada e água fervendo no lombo. Só não deixem se levar por isso, pois o som vale a pena. Acho que nem preciso dizer muito mais (até porque quero dar mais umas escutadas para ter mais argumentos), a não ser que esse é presença quase certa em todas as listas de melhores do ano. Se não estiver é porque virão coisas fantásticas pela frente. Mais uma vez os Vikings mostram porque são donos da terra do Hard Rock nos novos tempos da música. Download obrigatório!
Oli Herman (vocals)
Pepe (guitars)
Jalle Verne (bass)
Hessu Maxx (drums)
01. Feel My Heat
02. One More Time
03. Badass
04. Love Machine
05. Beautiful Bomb
06. Romance
07. Sex
08. Back to Paradise
09. So Yeah
10. Wild Touch
11. Born to Rock
95 MB
320 kbps
Download
mardi 2 mars 2010
Daft Punk - Discovery [2001]


