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jeudi 4 février 2010

Mötley Crüe - Girls, Girls, Girls + Live In Tacoma [1987]


"Kneel down ye sinners
To streetwise religion
Greed's been crowned the new King
Hollywood dream teens
Yesterday's trash queens
Save the blessings for the final ring
AMEN!"
(Wild Side - Mötley Crüe)

Girls, Girls, Girls [1987]

O quarto álbum do Mötley Crüe não é só marcante no aspecto comercial mas também por ser a época mais extrema da banda em relação aos seus vícios. "Girls, Girls, Girls" marca a excentricidade do grupo em seu auge, tendo reflexo não só nas composições, mas em todo o contexto histórico do ano de 1987 na vida dos bad boys de Los Angeles.

O processo de gravação, conturbado pelo estilo de vida já abordado pelos integrantes, principalmente pelo baixista e principal compositor, Nikki Sixx, foi marcado pela falta de inspiração do mesmo no que tange ao processo de produção das letras e melodias. Todos notaram um Sixx sem inspiração, abatido por problemas como vício e depressão e agravados pelo falecimento de sua avó, que o criou, já que foi "abandonado" pela mãe.

Há quem diga que "Girls, Girls, Girls" é o pior álbum do Mötley Crüe. Há quem diga que é o pior da safra oitentista. Eu discordo de ambas as afirmações, mas os próprios membros da banda admitem que alguns fillers foram devidamente inseridos, tendo como exemplo a versão ao vivo de "Jailhouse Rock", original de Elvis Presley - que é uma versão excelente, mas só foi colocada porque Sixx já não conseguia compor boas coisas.

No entanto, o álbum é meio extremo, meio 8 ou 80. Se momentos sem inspiração invadem de vez em quando, o verdadeiro espírito "mötley" aparece em canções dignamente clássicas como "All In The Name Of", "Sumthin' For Nuthin'", "Wild Side" (a melhor do play e uma das melhores da carreira na opinião de quem vos fala) "Bad Boy Boogie" e a faixa que dá nome ao disco. Sem contar a ótima balada "You're All I Need", controversa pela sua lírica, abordando a história de um homicida sanguinário que assassinou a própria namorada, e pelo seu vídeo-clipe, com cenas fortes.

Musicalmente falando, pode-se afirmar que "Girls, Girls, Girls" é uma continuação de seu antecessor, "Theatre Of Pain", onde as melodias passaram a ter uma abordagem mais direcionada para o blues e o rock n' roll clássico, com riffs e solos bem bluesy, a exemplo de "Bad Boy Boogie", "All In The Name Of" "Five Years Dead", mas sempre com a pegada farofeira de praxe dos anos 1980. Também pode ser entendido como uma transição entre o super-farofeiro "Theatre Of Pain" (1985) e o clássico incontestável "Dr. Feelgood" (1989), pois apresenta elementos de ambos.

A repercussão foi excelente pra um álbum hoje tido como "sem inspiração". Em três meses de lançamento, já havia vendido 3 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos, emplacando hits como "Wild Side", a faixa-título e "You're All I Need", além de estrear na 2ª posição das paradas gerais e ter a frustração de "Whitney", de Whitney Houston, ter sido lançado duas semanas antes e ficado em 1° lugar por mais 11 semanas consecutivas. Hoje, 4 vezes platinado, "Girls, Girls, Girls" já ultrapassou as 4 milhões de cópias vendidas.

Neste arquivo, ainda pode-se conferir as faixas bônus presentes no relançamento do disco, como a outtake "Rodeo" e versões demo/live de outras. Para conhecer mais sobre esse período da banda, a leitura de "The Heroin Diaries", de Nikki Sixx, é mais do que recomendada, pois aborda o ano de 1987. No mais, clássico incontestável!

01. Wild Side
02. Girls, Girls, Girls
03. Dancing On Glass
04. Bad Boy Boogie
05. Nona
06. Five Years Dead
07. All In The Name Of...
08. Sumthin' for Nuthin'
09. You're All I Need
10. Jailhouse Rock (Live)

Bonustracks:
11. Girls, Girls, Girls (Tom Werma Band Intro)
12. Wild Side (Instrumental Rough Mix)
13. Rodeo (Unreleased Track)
14. Nona (Instrumental Demo Idea)
15. All In The Name Of... (Live in Moscow '89)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

DOWNLOAD
(85mb ~ 192kbps)



Live In Tacoma, WA [1987]

Pra quem já tem o disco, ou pra quem não tem mas quer conferir o poder de fogo do Mötley Crüe nesta época, aqui vai o melhor registro que já ouvi da turnê até agora, conhecido pelos colecionadores por ser um DVD bootleg de ótima qualidade, tanto sonora, quanto visual. Essa pérola foi gravada no Tacoma Dome da cidade de Tacoma, Washington, no dia 15 de outubro de 1987.

A line-up se mostra inteiramente afiada, sem falhas e com muita presença. O repertório está bem composto e, pra ajudar, a presença das backing vocals Emi Canyon e Donna McDaniel (The Nasty Habits) deram uma recauchutada no som. Vale a conferida!

01. All In The Name Of...
02. Live Wire
03. Dancing On Glass
04. Looks That Kill
05. Ten Seconds To Love
06. Drums & Crowd
07. Red Hot
08. Home Sweet Home
09. Wild Side
10. Mick Mars Guitar Solo
11. Tommy Lee Drum Solo
12. Shout At The Devil
13. Smokin' In The Boys Room

Vince Neil - vocal, gaita
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, teclado, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals
Emi Canyon - backing vocals
Donna McDaniel - backing vocals

DOWNLOAD
(61,2mb ~ 128kbps)

by Silver

dimanche 13 décembre 2009

Mötley Crüe - Dr. Feelgood + Pérolas [1989-1990]


É bom estar de volta ao banco da Combe, onde meus glúteos estiveram acomodados por tanto tempo! Por motivos externos, tive que me ausentar por pouco mais de uma semana, mas essa postagem promete recompensar minha ausência.

Como Nikki Sixx gosta de dizer: "se o Mötley Crüe era a banda n° 2 dos Estados Unidos em 1987, em 1989 se tornou a banda n° 1". Essa é uma afirmação baseada nas paradas americanas, já que "Girls, Girls, Girls" atingiu a segunda posição dos charts, perdendo para "Whitney" de Whitney Houston, e a primeira posição tanto almejada pela banda só veio a calhar em 1989, com o lançamento de "Dr. Feelgood".

Mas toda essa relação não tem a ver apenas com discos vendidos na primeira semana ou coisa do tipo. De 1989 a 1991, podia se afirmar claramente que o Mötley Crüe era a maior banda não apenas dos EUA, mas do mundo. Além das ótimas vendagens, nessa época a vida dos quatro badboys de Los Angeles se deu por shows lotados, garrafas de vinho, sobriedade no que diz respeito às drogas (ou ao menos é o que dizem, risos) e muita, mas muita grana.

Nessa postagem será abordada um pouco dessa grandiosa fase do grupo. Espero que gostem!

Dr. Feelgood [1989]

Após o grande sucesso que foi "Girls, Girls, Girls" e o grande fracasso que estava a vida pessoal dos integrantes do Mötley (todos dependentes de drogas e enviados para a reabilitação, com exceção de Mick Mars que fez o trabalho de desintoxicação sozinho), eis que a banda retorna no verão de 1989 com "Dr. Feelgood": o álbum definitivo da carreira do grupo.

Como prova disso, tem-se a repercussão que o disco teve. Além de ter atingido o topo das paradas americanas e ter emplacado vários hits como "Kickstart My Heart", "Don't Go Away Mad (Just Go Away)", "Without You" e a faixa-título; as vendas ultrapassaram a marca de seis milhões de cópias, o álbum ganhou o prêmio de "melhor álbum de Hard Rock/Metal" do American Music Awards, duas faixas foram indicadas para o prêmio de "melhor canção de Hard Rock" do Grammy e, claro, vários certificações pelo mundo: seis vezes disco de platina na terra do Tio Sam, três no Canadá e disco de ouro no Reino Unido.

Mesmo assim, todos nós sabemos que um bom álbum de Rock n' Roll não se limita apenas a premiações. Por isso, o termo "definitivo" também se aplica por "Dr. Feelgood" ser um disco coeso, sólido, bem composto e produzido de forma magistral. É até importante salientar que a produção impressionou tanto na época que Lars Ulrich, do Metallica, convidou Bob Rock, o produtor do play, para trabalhar no também clássico disco auto-intitulado, de 1991.

Aqui, a banda finalmente conseguiu unir os elementos que tanto influenciaram seus outros discos, como o Hard Rock oitentista, o Glam Rock setentista, Heavy Metal clássico e o Punk Rock visceral. Pode-se notar que, enquanto os dois primeiros da carreira do Mötley Crüe eram bem baseados no Punk Rock, os dois seguintes estavam mais para o Hard n' Heavy. "Dr. Feelgood" se diferenciou por fazer a salada mista que deu certo, gerando canções dignamente "mötleynianas". O visual da banda, no momento, também se refletiu no fato de que finalmente haviam se encontrado em termos sonoros: as fantasias espalhafatosas deram lugar a um visual menos carregado.

Não só os sucessos supracitados merecem destaque por aqui: verdadeiras pepitas como a bluesy "Slice Of Your Pie", a pesada "She Goes Down", a hardíssima "Same Ol' Situation (S.O.S.)" (que também foi single, mas não emplacou tanto como as outras) e a divertida "Rattlesnake Shake" merecem seus lugares ao sol. Só não digo que "Time For Change" merece porque odeio tal canção. (risos)

Vale lembrar que, nesse arquivo, estão contidas as bonustracks presentes no relançamento da discografia da banda, que se deu em 1999 após uma polêmica quebra de contrato com a Elektra Records que concedeu à trupe de L.A. o direito sobre os álbuns. Nada mais justo, né?

Um dos álbuns definitivos do Rock n' Roll oitentista. Clássico definitivamente indispensável na coleção de qualquer roqueiro que se preze!

01. T.N.T. (Terror 'N Tinseltown)
02. Dr. Feelgood
03. Slice Of Your Pie
04. Rattlesnake Shake
05. Kickstart My Heart
06. Without You
07. Same Ol' Situation (S.O.S.)
08. Sticky Sweet
09. She Goes Down
10. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
11. Time For Change
12. Dr. Feelgood (Demo)
13. Without You (Demo)
14. Kickstart My Heart (Demo)
15. Get It For Free (Unreleased Demo)
16. Time For Change (Demo)

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals

Participações especiais:
Bob Rock - baixo em 11, backing vocals em 1, 4, 8, 9, produção
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals
Marc LaFrance - backing vocals
David Steele - backing vocals
Bryan Adams - backing vocals em 8
Sebastian Bach - backing vocals em 11
Steven Tyler - backing vocals em 3 e 8
Jack Blades - backing vocals em 7 e 8
Rick Nielsen - backing vocals em 9
Mike Amato - backing vocals em 11
Bob Dowd - backing vocals em 11
Robin Zander - backing vocals em 9
John Webster - honky tonk piano em 4
Tom Keenlyside, Ian Putz, Ross Gregory, Henry Christian - marguerita horns em 4

(91,9mb ~ 192kbps)


Live In Selland Arena, Fresno, CA [1990]

Apesar do registro seguinte ser de 1989, não estou seguindo a cronologia, pois esse bootleg merece estar em cima. Esse concerto se deu em 20 de fevereiro de 1990 durante a turnê americana do "Dr. Feelgood" na Arena de Selland em Fresno, Califórnia.

Nota-se claramente que o Mötley Crüe não só se superou no disco, como também na performance ao vivo. Além da piromania notável (incríveis explosões são ouvidas ao longo do registro) e dos vários artefatos que podem ser notados em gravações de vídeo, os badboys de L.A. estão impecáveis, começando pela voz aguda e forte de Vince Neil, passando pela guitarra pesada e habilidosa de Mick Mars e chegando até a cozinha sólida e potente dos Toxic Twins, Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria)

A seleção de músicas está impecável, pois agrupa clássicos de toda a carreira do Mötley até então, e o registro sonoro está muito bom para uma gravação não-oficial. Divirtam-se com essa raridade ripada diretamente de um flac!

01. Intro
02. Kickstart My Heart
03. Red Hot
04. Rattlesnake Shake
05. Too Young To Fall In Love
06. Shout At the Devil
07. Live Wire
08. Same ‘Ol Situation (S.O.S.)
09. Slice Of Your Pie + Mick Mars Guitar Solo
10. Tommy Lee Drum Solo + Rock N' Roll Hoochie Koo
11. Looks That Kill
12. Smokin' In the Boys Room
13. Wild Side
14. Girls, Girls, Girls
15. Home Sweet Home
16. Dr. Feelgood

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals

DOWNLOAD
(132mb ~ 192kbps)


Live At Wembley Arena, London, UK [1989]

A gravação deste concerto aconteceu em primeiro de novembro de 1989, durante a turnê inglesa de divulgação do mesmo álbum que já foi falado mil vezes nessa mesma postagem. (risos)

Vale ressaltar que a banda se mostra impecável por aqui também, mas pode-se reparar que a platéia é maior (afinal, Wembley Arena não é pra qualquer um e vale lembrar que não é o mesmo Wembley Stadium, palco do Live Aid e várias apresentações históricas do Queen) e, ao fim, Billy Idol participa de uma jam do clássico "Jailhouse Rock", de Elvis Presley.

A qualidade de som ainda é boa, mas não é tão boa quanto a do registro anterior. Pra colecionador ou fã da banda, vale muito a pena!

01. Intro
02. Kickstart My Heart
03. Red Hot
04. Piece Of Your Action
05. Rattlesnake Shake
06. Too Young To Fall In Love
07. Shout At The Devil
08. Live Wire
09. Home Sweet Home
10. Same Ol' Situation
11. Slice Of Your Pie
12. Guitar Solo
13. Drum Solo
14. Smokin' In The Boys Room
15. Looks That Kill
16. Wild Side
17. Girls, Girls, Girls
18. She Goes Down
19. Dr. Feelgood
20. Jailhouse Rock (com Billy Idol)

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals

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(130mb ~ 192kbps)


by Silver

jeudi 12 novembre 2009

Mötley Crüe - Lewd, Crüed & Tattooed [2001]


A virada do milênio não foi um bom momento para o Mötley Crüe. Apesar de lançarem o bom álbum “New Tattoo”, o grupo experimentava uma fase de baixa popularidade. O trabalho vendeu pouco na época do lançamento e a tour de divulgação – chamada de “Maximum Rock Tour”, contando com Anthrax e Megadeth como atrações de abertura – não obteve a venda de ingressos inicialmente esperada. No lado pessoal, a maré também não andava boa, com o baterista Randy Castillo, que recém havia entrado no lugar de Tommy Lee, tendo que abandonar a excursão no meio devido aos problemas de estômago que mais tarde seria confirmado como um câncer que acabou vitimando fatalmente o músico.

“Lewd, Crüe & Tattooed” é um registro fiel dessa época. Lançado em vídeo, mostra a banda em um show gravado em Salt Lake City, em um ginásio com visíveis espaços vazios nas arquibancadas. Segurando as baquetas como substituta provisória está a ex-Hole, Samantha Maloney, que segura o rojão com categoria. Apesar de estar divulgando o novo disco, ele se resume a uma parte pequena do setlist, que investe forte nos clássicos, para a alegria da platéia. Enfim, um bom show que mostra que o Mötley consegue se superar mesmo nas adversidades. E quando tiver a chance de comprar o DVD, vá em frente. Ele sempre está à venda nas grandes redes de loja a preços bem acessíveis. Eu paguei 12 pilas pelo meu (risos).

Curiosidade: Uma das backing vocals usadas pelo Crüe nessa época é Pearl Aday, filha de Meat Loaf e esposa de Scott Ian, do Anthrax.

Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Nikki Sixx (bass)
Samantha Maloney (drums)

Pearl Aday (backing vocals)
Marty Bird (backing vocals)

01. Kickstart My Heart
02. Same Ol' Situation
03. Primal Scream
04. Punched In The Teeth By Love
05. Dr. Feelgood
06. Home Sweet Home
07. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
08. Piece Of Your Action
09. Wild Side
10. Hell On High Heels
11. Looks That Kill
12. Girls, Girls, Girls
13. Live Wire
14. White Punks On Dope
15. Shout At The Devil

131 MB
256 kbps

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dimanche 1 novembre 2009

Mötley Crüe - Live In Pasadena, CA (With Billy Idol) [1995]


AVISO: ESSA POSTAGEM É DESTINADA AOS FÃS DAS DUAS BANDAS, POIS É UM ARTIGO RARÍSSIMO DE COLECIONADOR, LOGO, A QUALIDADE DE SOM NÃO ESTÁ PERFEITA!

Dado o aviso para os mais tapados que provavelmente iriam (ou irão) xingar nos comentários por essa não ser uma gravação top de mesa de som e com mixagem de Jesus Cristo, eis que inicio esse texto com louvor, pois essa bootleg, como já dito acima, é raríssima. Esse registro é o último show da turnê Anywhere There's Electricity Tour, em divulgação ao álbum auto-intitulado do Mötley Crüe. Logo, esse é o último show da banda com John Corabi como integrante.

O concerto se deu no dia 30 de janeiro de 1995 no Shelter Club da cidade californiana de Pasadena e a ocasião do show é, no mínimo, peculiar: a banda queria arrecadar fundos para ajudar um roadie do grupo que havia atropelado o próprio filho. Para isso, a banda não tocou sozinha, convidando amigos do mundo da música para participarem do evento.

Após algumas bandas de abertura não identificadas por mim (até porque não constam no arquivo), Billy Idol se apresenta com o inseparável Steve Stevens na guitarra e os ex-gunners Duff McKagan e Matt Sorum no baixo e na bateria, respectivamente, e apresentam três covers, finalizando com o clássico de Idol, "Rebel Yell". Boa performance, mesmo considerando o fato de quem vos escreve não gostar muito da voz do sr. Idol.

Em seguida, o Mötley Crüe embarca em um repertório também curto porém repleto de clássicos, tendo apenas "Hammered" para representar a nova fase da banda. Vale destacar a versão de "Home Sweet Home", executada sem piano e, diferentemente do resto dessa turnê, sem violões (durante a turnê, a música era tocada de forma acústica, juntamente de "Don't Go Away Mad" e "Loveshine"). Dannyboy, vocalista do House Of Pain, participa de "Live Wire" com backing vocals.

Sobre a performance dos "bad boys de Los Angeles", era de se esperar que fosse um show arregaçador, avassalador e apoteótico, ainda mais com a presença de sr. Corabi, que notavelmente deu nova vida à banda. Infelizmente não tivemos um sucessor digno para o álbum auto-intitulado (já que "Generation Swine" é um lixo) e, principalmente, com a presença efetiva de John Corabi.

O som não está bom, mas também não está ruim. Pode-se ouvir perfeitamente com uma aumentada no volume, com um bom par de headphones ou com caixas de som bacanas. No mais, pérola aprovada pelo selo "Combe do Iommi ®" de qualidade!

Postagem dedicada ao Maurício Knevitz, fã número 1 de Billy Idol e de Punk Rock.

01. Billy Idol - Paranoid (Black Sabbath)
02. Billy Idol - Communication Breakdown (Led Zeppelin)
03. Billy Idol - Shakin' All Over (Johnny Kidd & the Pirates)
04. Billy Idol - Rebel Yell
05. Mötley Crüe - Intro
06. Mötley Crüe - Shout At The Devil
07. Mötley Crüe - Hammered
08. Mötley Crüe - Live Wire
09. Mötley Crüe - Home Sweet Home
10. Mötley Crüe - Primal Scream

Da faixa 1 à faixa 4:
Billy Idol - vocal
Steve Stevens - guitarra
Duff McKagan - baixo
Matt Sorum - bateria

Da faixa 6 à faixa 10:
John Corabi - vocal, guitarra
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

Exclusivamente na faixa 8:
Dannyboy - backing vocals

DOWNLOAD
(65mb ~ 192kbps)

by Silver (@silvercm)

jeudi 24 septembre 2009

Mötley Crüe - Too Fast For Love [1981]

E que tenha início a patifaria! Quem olha qualquer foto desses caras sem conhecê-los, principalmente nessa época (não é verdade, Dnlz?), pensa que são um monte de boiolas que tocam um som purpurinado, de moça. Pra quem pensa isso, esse álbum é uma prova perfeita de que nunca pode se julgar um livro pela capa.

Lançado no fim de 1981, o debut do Mötley Crüe é um divisor de águas do Hard Rock, de uma forma geral. Sendo um dos primeiros álbuns a mesclarem estilos mais pesados e rápidos como Heavy Metal e Punk Rock e a conquistarem um espaço considerável na mídia para a época (que estava dominada pela discoteca e pelo New Wave, com muitas bandas de Rock anunciando fim ou mudando sua sonoridade), afirmo com segurança que "Too Fast For Love" abriu as portas para que muitas bandas de Hard Rock invadissem as rádios estadunienses como Skid Row, Guns N' Roses, Dokken e mais um zilhão de bandas que podem, inclusive, ser encontradas por aqui.

Aliás, um detalhe válido e pertinente é o fato do álbum ter sido produzido por Michael Wagener, que era um iniciante na época e acabou dando uma alavancada em sua carreira como produtor e engenheiro de som após produzir esse álbum, ficando responsável pelo trabalho de mixagem de muitas bandas consagradas futuramente como Dokken, Accept, Metallica, Poison e até mesmo os grandíssimos senhores Alice Cooper e Ozzy Osbourne. Apesar disso, nunca chegou a produzir álbuns do Mötley Crüe novamente.

Musicalmente falando, há de se ressaltar o início do texto: "Too Fast For Love" é uma patifaria musical. Som sujo, direto e rasgado que merece ser ouvido no talo, com todas as regalias de um bom Hard Rock oitentista e que marcaram a carreira do Mötley Crüe: vocais agudos, refrães em coro, guitarras pesadas, solos energéticos, baixo forte, composições geniais e bateria avassaladora. Menções honrosas ao senhor Mick Mars, um dos pioneiros da afinação de um tom abaixo no Hard Rock, e ao senhor Nikki Sixx, responsável pela autoria de 95% das músicas.

A versão que trago-vos é a versão remasterizada lançada em 1999 com vários bônus e uma sonoridade bem melhor que a original. Canções dignas de destaque são as porradas "Live Wire", "Take Me To The Top", "Merry-Go-Round", "Starry Eyes", "Toast Of The Town" e a faixa-título, mas o álbum inteiro é de chutar traseiros.

Por fim, um play mais do que necessário na CDteca de qualquer fã de "Rock pauleira" (como diriam os tiozões caretas) que se preze. E agora sim, que tenha início a patifaria!

01. Live Wire
02. Come On And Dance
03. Public Enemy #1
04. Merry-Go-Round
05. Take Me To The Top
06. Piece Of Your Action
07. Starry Eyes
08. Too Fast For Love
09. On With The Show
10. Toast Of The Town (Bonus)
11. Tonight (Bonus)
12. Too Fast For Love (Bonus Alternate Take)
13. Stick To Your Guns (Bouns)
14. Merry-Go-Round (Bonus Live in San Antonio)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

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(74,8mb ~ 192kbps)

by Silver (@silvercm)

mercredi 5 août 2009

Mötley Crüe - Shout At The Devil + Pepitas [1983]


Procurem o glitter e a purpurina, invertam os pentagramas e liguem o som no último volume: entrego-vos uma postagem com um dos mais clássicos discos não só do Mötley Crüe, mas do Hard Rock - "Shout At The Devil" - e duas bootlegs gravadas no mesmo ano de lançamento do play. Divirtam-se!

Shout At The Devil [1983]

Sujo, diabólico e rebelde: podemos começar assim um texto que fala sobre um dos mais gloriosos álbuns já lançados dentro do subgênero oitentista do Rock. Lançado em setembro de 1983, "Shout At The Devil" é o segundo álbum do Mötley Crüe e foi o responsável por colocá-los no topo, apesar de "Too Fast For Love", debut da banda, ter recebido boas críticas e garantido boa repercussão.

Ao botar a pérola pra rodar, a patifaria tenebrosa começa: "In The Beginning" narra como a humanidade se perdeu ao longo dos tempos, proliferando o mal e permitindo que o mesmo tomasse conta da humanidade. Uma introdução perfeita para um disco - como já citado - sujo, diabólico e rebelde, que aborda temáticas básicas como violência, rebeldia e a clássica tríade "sexo, drogas e rock n' roll".

Daí pra frente, meu amigo, uma enxurrada de clássicos, desde as já conhecidas "Looks That Kill", "Shout At The Devil, "Too Young To Fall In Love" como as B-sides queridíssimas pelos fãs, tais como "Red Hot", "Ten Seconds To Love", "Bastard" e "Knock 'Em Dead, Kid". Não posso me esquecer da balada "Danger", do famoso cover "Helter Skelter" do fab-four de Liverpool e do instrumental "God Bless The Children Of The Beast", assinado pelo genial Mick Mars. Aliás, é importante lembrar a ótima fase autoral de Nikki Sixx nesse disco, visto que o mesmo assinou quase todas as composições do disco sozinho.

Aproveitando o papo sobre "assinatura", creio não estar exagerando quando digo que esse disco influenciou uma boa parte das bandas de Hard Rock que surgiram após o Crüe. Não só pelo visual mas pelo estilo de comopsição (tanto lírica quanto melódica), timbres de guitarra, "crueza" da cozinha, estrutura das nuances musicais e forma de refrão. Sem contar no "mix" entre o Hard Rock clássico, o Heavy Metal e o Punk notáveis em várias músicas desse álbum, mas aí já é um assunto para as bandas de Sleaze Rock, também influenciadíssimas pelo Mötley Crüe.

Em termos de recepção, acredito ser desnecessário salientar mas mesmo assim: "Shout At The Devil" foi um sucesso de vendas, colocando dois singles ("Looks That Kill" em 54° lugar e "Too Young To Fall In Love" em 90° lugar) e o próprio álbum (17° lugar) nas paradas americanas de músicas e discos, respectivamente. Além disso, o álbum alcançou a 23ª posição nos charts canadenses e a 85ª posição em terras australianas, bem como já vendeu mais de 4 milhões de cópias nos Estados Unidos.

Acha que estou falando demais? Exagerando? Baixe e confira!

PS: como podem perceber na lista de faixas, essa é a versão relançada do disco, com algumas faixas bônus da época como a inédita "I Will Survive" e várias versões demo de múscias do disco, exceto por "Hotter Than Hell", que se tornaria "Louder Than Hell" e seria lançada no próximo lançamento.

01. In The Beginning
02. Shout At The Devil
03. Looks That Kill
04. Bastard
05. God Bless The Children Of The Beast
06. Helter Skelter (The Beatles cover)
07. Red Hot
08. Too Young To Fall In Love
09. Knock 'Em Dead, Kid
10. Ten Seconds To Love
11. Danger
12. Shout At The Devil (Demo)
13. Looks That Kill (Demo)
14. Hotter Than Hell (Demo)
15. I Will Survive (Unreleased)
16. Too Young To Fall In Love (Demo)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals

DOWNLOAD
72,1mb ~ 192kbps


US Festival - Live At San Bernardino, CA [1983]

Se, durante essa época, o Mötley Crüe era sujo, diabólico e rebelde em estúdio, no palco não poderia ser diferente. Por isso, no dia 29 de maio de 1983, tiveram a oportunidade de mostrar isso em um dos mais conceituados festivais de música naquele momento, o US Festival, realizado na cidade de San Bernardino, na Califórnia. Nessa oportunidade, dividiram palco com o também emergente Quiet Riot e com grandes monstros do rock n' roll: Ozzy Osbourne, Triumph, Judas Priest, Scorpions e Van Halen.

Como já era de se esperar, o Mötley Crüe deu o sangue e presenteou os 300 mil insanos presentes com sonzeira de primeira qualidade, um ótimo repertório (apesar de curto) e uma performance enlouquecida de músicos que estavam afiadíssimos e mandando muito bem. Por fim, uma ótima bootleg com qualidade soundboard.

01. Take Me To The Top
02. Looks That Kill
03. Bastard
04. Shout At The Devil
05. Merry-Go-Round
06. Knock 'Em Dead, Kid
07. Piece Of Your Action
08. Live Wire
09. Helter Skelter

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

DOWNLOAD
74,2mb ~ 320kbps


Live In San Antonio, TX [1983]

Diferente do registro anterior, esse foi realmente extraído da turnê de divulgação de "Shout At The Devil", com o repertório completo da tour e tendo como registro uma data posterior ao lançamento do álbum.

Gravado na cidade de San Antonio, Texas, no dia 1° de dezembro de1983, essa bootleg, como já dito, conta com um repertório maior e mais enfatizado no até então recém-lançado "Shout At The Devil". Repito o que disse no texto anterior para descrever esse registro: "sonzeira de primeira qualidade, um ótimo repertório (apesar de curto) e uma performance enlouquecida de músicos que estavam afiadíssimos e mandando muito bem. Por fim, uma ótima bootleg com qualidade soundboard".

01. Intro
02. Shout At The Devil
03. Bastard
04. Take Me To The Top
05. Ten Seconds To Love
06. Merry-Go-Round
07. Knock 'Em Dead Kid
08. Piece Of Your Action
09. Too Young To Fall In Love
10. Red Hot
11. Guitar Solo
12. Looks That Kill
13. Live Wire
14. Helter Skelter

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

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57,2mb ~ 128kbps

Silver

dimanche 28 juin 2009

Mötley Crüe - The Devil: Live In Fresno, CA [1985]


Depois do Kiss, admito que Mötley Crüe é minha banda predileta. E também admito que quase me molhei quando adquiri essa bootleg, pois faltam registros com boa qualidade sonora do Crüe dos anos 1980, época em que estava no ápice. Agora compartilho tal felicidade convosco. "The Devil" foi gravado em um show realizado na Selland Arena da cidade de Fresno, Califórnia, no dia 25 de novembro de 1985. Como dito antes, a qualidade está muito boa, pois o áudio foi extraído da mesa de som.

Cronologicamente, esse concerto faz parte da turnê do sensacional "Theatre Of Pain", portando o repertório condiz com a data: pérolas extraídas dos três primeiros discos do Mötley Crüe, desde já indispensáveis como Live Wire, Looks That Kill e Shout At The Devil até canções do disco da turnê, como Home Sweet Home (que se tornaria clássico e não sairia nunca mais dos repertórios), Use It Or Lose It e City Boy Blues. Além disso, dois consagrados covers regravados pelo Mötley Crüe também figuram na setlist: Helter Skelter (The Beatles) e Smokin' In The Boys' Room (Brownsville Station)

A banda, como sempre, dispensa comentários. Até hoje não consigo compreender como Mick Mars segura tão bem como guitarra única, já que a grande parte das bandas de hard rock sempre contaram com duas guitarras. A dupla dinâmica Nikki Sixx e Tommy Lee, como sempre, mandam muito bem aqui. Vince Neil também me surpreende, pois o mesmo costuma defecar perante performances ao vivo, mas nessa não. Mais um motivo para conferir, caro leitor! [risos]

01. Looks That Kill
02. Too Young To Fall In Love
03. Shout At the Devil
04. City Boy Blues
05. Louder Than Hell
06. Knock 'Em Dead, Kid
07. Home Sweet Home
08. Live Wire
09. Smokin’ In the Boys’ Room
10. Helter Skelter
11. Use It Or Lose It

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

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(100mb ~ 320kbps)

Silver

lundi 8 juin 2009

Mötley Crüe - Mötley Crüe + Relacionados [1994]


Até hoje é desconhecida a razão que justifique a saída de Vince Neil do Mötley Crüe. Enquanto Nikki Sixx diz que Neil saiu por livre e espontânea vontade, Neil afirma que foi demitido. De fato, o Crüe ficou desfalcadíssimo sem seu frontman, que embarcou em uma carreira-solo repleta de altos e baixos. Para ocupar a vaga de vocalista de uma das mais importantes bandas do Hard Rock oitentista, o promissor John Corabi (Angora, The Scream) foi convocado. E o resultado disso tudo é curiosíssimo: um disco completamente diferente do que tudo proposto pelo Crüe até então e vários acontecimentos negativos que culminaram na saída de John Corabi e no fracasso comercial relacionado às vendas e à turnê subseqüente. Mas nem sempre fracasso indica falta de qualidade, em vista das modificações ocorridas no mundo da música e da falta de apoio da mídia (principalmente da MTV, após Sixx ter socado um repórter da emissora). Com vocês, um apanhado que engloba toda a época de John Corabi enquanto vocalista e guitarrista do Mötley Crüe.

Mötley Crüe [1994]

Originalmente entitulado "'Til Death Do Us Part", o disco auto-entitulado do Mötley Crüe foi lançado em 1994, quase 5 anos após o lançamento do último álbum de inéditas do grupo (e o mais bem-sucedido até hoje em toda sua carreira), "Dr. Feelgood". Mal começaram as composições e Vince Neil se desentendeu com Nikki Sixx, resultando em sua saída da banda. Entre os motivos citados por ambas as partes, estão a falta de interesse de Neil em relação ao grupo e a mudança de sonoridade proposta pelos outros membros, em decorrência da popularidade crescente do grunge e do alternativo.

John Corabi entrou para o grupo após Sixx declarar ser um grande fã do The Scream e, por mais que discordem, ele se mostrou um membro mais ativo e mais respeitável que Vince Neil, pois passou a colaborar nas composições e provou um talento incrível, tanto no processo criativo como no que diz respeito à música, com um vocal mais alto e poderoso que de Neil e com o adicional de tocar guitarra e compor em tal instrumento. Enquanto Neil colaborou pouquíssimo no Crüe no que diz respeito ao processo criativo, todas as músicas desse disco foram feitas por todos da banda (exceto Poison Apples, que contou com a colaboração do produtor Bob Rock) e todas as letras, por Sixx e Corabi.

Tudo isso gerou um disco fortíssimo, onde todos os integrantes atingiram patamares inimagináveis quando o assunto é música. As letras deixaram de falar apenas de sexo, drogas e rebeldia juvenil para abordar assuntos como a situação deprimente do mundo, a censura imposta pelo governo sob a música e até mesmo a morte. Instrumentos diferentes como mandolin, baixos de 6 cordas, sitar e violões (acredite, pouco abordados no som do Crüe) passaram a ser utilizados. Tal progresso pode ser notada nas pauleiras Smoke The Sky, Hooligan's Holiday e Power To The Music bem como nas belíssimas baladas Loveshine e Driftaway e na faixa que considero a melhor do disco: Misunderstood.

Apesar do álbum faturar disco de ouro nos Estados Unidos e estrear em 7° lugar nas paradas americanas, o fracasso relaciona-se com os trabalhos antecessores, visto que estes recebiam o título de multi-platina ("Dr. Feelgood" chegou à 7ª platina nos Estados Unidos e à 3ª no Canadá) e suas turnês lotavam estádios, enquanto a com Corabi regressava à teatros e espaços menores.

No entanto, caro leitor, se você espera ouvir um Hard Rock festeiro e descompromissado que o Mötley Crüe fez até 1989 e só resgatou ano passado com "Saints Of Los Angeles", descarte a possibilidade do download. Mas se você tem mente aberta, procura conhecer outros estilos e, principalmente, aprecia música de qualidade, confira já um dos melhores discos feitos após a decadência do Hard Rock.

01. Power To The Music
02. Uncle Jack
03. Hooligan's Holiday
04. Misunderstood
05. Loveshine
06. Poison Apples
07. Hammered
08. 'Til Death Do Us Part
09. Welcome To The Numb
10. Smoke The Sky
11. Droppin' Like Flies
12. Driftaway

John Corabi - vocal, guitarra-base, violão, baixo de 6 cordas
Mick Mars - guitarra-solo, violão, baixo de 6 cordas, mandolin, sitar, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, piano, teclado, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing-vocals

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137mb ~ 320kbps


Quaternary EP [1994]

Se você achou que o self-titled logo acima se divergia muito do som da banda, prepare-se pra viagem musical que é o EP "Quaternary". Com tiragem limitada de 20 mil cópias apenas para quem comprasse o disco auto-entitulado, esse EP é quase um "going solo" resumido dos integrantes: cada um fez uma faixa da forma que bem entendeu e, ao fim, os 4 se juntaram para uma música final.

Pode-se facilmente notar quem fez cada faixa, pois cada uma expressa as tendências e o estilo de cada integrante. Planet Boom é um hip-hop composto por Tommy Lee, onde o mesmo dá o ar da graça nos microfones. Bittersuite é um belíssimo instrumental produzido por Mick Mars, onde a guitarra é colocada em primeiro plano, sem vocais - minha predileta da gravação. Father retrata a psicodelia sempre abordada por Nikki Sixx quando possível, e ele também assume o vocal, dividindo-o com John Corabi. Friends é uma linda balada composta apenas no teclado, feita e cantada por Corabi, abordando uma emoção e um feeling de se tirar o chapéu. No fim, todos se unem para a pancada Babykills, que deveria estar no full-lenght sem a menor dúvida.

A mesma dica do texto anterior permanece: se você espera ouvir um Hard Rock festeiro e descompromissado que o Mötley Crüe fez até 1989 e só resgatou ano passado com "Saints Of Los Angeles", descarte a possibilidade do download. Mas se você tem mente aberta, procura conhecer outros estilos e, principalmente, aprecia música de qualidade, confira já esse EP que vai garantir um passeio por diferentes gêneros musicais.

01. Planet Boom
02. Bittersuite
03. Father
04. Friends
05. Babykills

John Corabi - vocal, guitarra-base, teclado
Mick Mars - guitarra-solo, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, backing-vocals

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42,5mb ~ 320kbps


Live At Mirage Nightclub, Minneapolis, MN [1994]

Como já disse, a turnê para o disco "Mötley Crüe" foi um fracasso: passou de estádios para teatros e locais menores. Chegou a ter alguns shows cancelados, por conta dos prejuízos. Mas, como também já disse, a fase com John Corabi representa a fase de maior habilidade da banda no quesito musical.

Obviamente as readaptações das músicas com Corabi ficaram diferentes, pela voz do indivíduo ser um pouco mais grave e bem mais rasgada. Mas é fato que Corabi deu sangue novo aos integrantes e às músicas, tanto as mais recentes até então quanto as mais antigas, da época com Vince Neil. Apesar de Neil ter sido (e ainda ser) parte importante no Crüe, ter um carisma impressionante e uma voz única, a diferença entre ambos os vocalistas pode ser notada facilmente nas músicas da época de Neil, pois Corabi canta com uma disposição de dar inveja, provando eficiência no microfone e uma incrível potência em sua voz, enquanto Neil muitas vezes se caga pra cantar algumas músicas e pula várias palavras da letra em decorrência da falta de ar. E é como dizem: uma banda só é banda se tiver capacidade de se sair bem no palco - e isso o Mötley Crüe com o mr. Crabby tirou de letra.

Em relação às músicas "novas", são dignas de destaque Loveshine, Misunderstood, Hooligan's Holiday e Power To The Music, que ganharam uma energia muito boa na execução ao vivo. Para as antigas, destaco as versões de Live Wire, Kickstart My Heart e Primal Scream, bem como as readaptações acústicas para Don't Go Away Mad (Just Go Away) e, principalmente, Home Sweet Home - que ficou simplesmente perfeita no violão e com direito à uma gaita malandra. E antes que eu me esqueça, a versão de Revolution para o clássico do The Beatles também ficou do caralho.

Apesar da gravação ser de audiência, a qualidade está bem legal, com todos os instrumentos audíveis e sem falhas. Confira!

01. Hooligan's Holiday
02. Live Wire
03. Live Wire (Continued)
04. Shout At The Devil
05. Wild Side
06. Power To The Music
07. Hammered
08. Uncle Jack
09. Tommy Lee Drum Solo
10. Dr. Feelgood
11. Misunderstood
12. Kickstart My Heart
13. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
14. Revolution
15. Loveshine
16. Home Sweet Home
17. Primal Scream

John Corabi - vocal, guitarra-base, violão
Mick Mars - guitarra-solo, violão, backing-vocals
Nikki Sixx - baixo, backing-vocals
Tommy Lee - bateria, backing-vocals

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90,9mb ~ 128kbps

Silver

jeudi 7 mai 2009

Mötley Crüe - Live At CNE Coliseum, Toronto - ON [1984]


À todos aqueles que não foram ao show do Mötley Crüe na Argentina no ano passado (e à todos que foram também, risos), essa postagem é um verdadeiro chute nas bolas. Enquanto escrevo esse texto, ouço as faixas dessa magnífica bootleg nos fones de ouvido e parece até que estou no lugar durante o show, apesar de só ouvir.

Gravado no dia 10 de junho de 1984 no CNE Coliseum, em Toronto, Ontario, o registro dessa postagem se deu durante a turnê mundial de "Shout At The Devil", quando o Crüe realmente começou a se destacar na mídia, levando o Hard Rock oitentista ao extremo - e os excessos relacionados às drogas também. Tanto é que, na turnê anterior, "Crüesing Through Canada", o Mötley Crüe já havia arrumado encrenca na cidade de Edmonton, fazendo com que os integrantes do grupo fossem banidos para sempre da cidade. Pois agora os integrantes arrumariam ainda mais problemas (entre eles, a prisão de Vince Neil pela morte de Razzle, ex-baterista do Hanoi Rocks), mas isso não impediu que os caras continuassem a mandar muito bem em suas apresentações e a disparar hits nas paradas de todo o mundo, além de assombrar os conservadores.

O repertório está simplesmente do caralho, com as melhores músicas dos dois discos lançados até então. Clássicos absolutos como Shout At The Devil, Red Hot, Piece Of Your Action, Looks That Kill, Too Young To Fall In Love, Live Wire e muitos outros botam os canadenses pra pular em cerca de uma hora e dez minutos de concerto.

Como sempre, a banda esbanja energia, permitindo que todos se destaquem: Vince Neil cantando pra caralho, Mick Mars segurando as guitarras com maestria, Nikki Sixx chutando bundas no visual e na presença, bem como um baixo coeso e sólido e, claro, Tommy Lee botando pra quebrar na bateria

O registro a seguir não é uma gravação de mesa de som, mas a qualidade está bem legal, com todos os instrumentos audíveis. Patifaria Hard Rocker do começo ao fim!

Tracklist:
01. In The Beginning
02. Shout At The Devil
03. Bastard
04. Take Me To The Top
05. Ten Seconds To Love
06. Merry Go Round
07. Knock 'Em Dead Kid
08. Piece Of Your Action (Intro)
09. Piece Of Your Action
10. Too Young To Fall In Love
11. God Bless The Chrilden Of The Beast
12. Red Hot
13. Tommy Lee Drum Solo
14. Mick Mars Guitar Solo
15. Looks That Kill
16. Live Wire
17. Helter Skelter

Line-up:
Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra
Nikki Sixx - baixo
Tommy Lee - bateria

Download
(63mb ~ 128kbps)

Silver

mardi 23 décembre 2008

REPOSTAGEM: Mötley Crüe - Discografia [1981 - 2008]


Meu presente de Natal para vocês, caros visitantes da Combe do Iommi ®, se trata de uma respostagem. Mas uma repostagem muito especial, ao meu ver, pois além dos discos expirados serem muito pedidos por vários visitantes, se trata de uma de minhas bandas prediletas.
O Mötley Crüe foi formado em Los Angeles, Califórnia, logo no início dos anos 80, pelo baixista Nikki Sixx e pelo baterista Tommy Lee. Posteriormente, o vocalista Vince Neil e o guitarrista Mick Mars se juntariam ao grupo. A banda chamou atenção logo de cara por seu som sujo e pesado, suas letras com tema sexual, seu visual agressivo e chamativo e o mais importante: o estilo de vida "sexo, drogas e rock n' roll" adotado pelos integrantes.
O primeiro lançamento do grupo, "Too Fast For Love", foi lançado sob um selo independente, Leathür Records, vendendo certa de 20 mil cópias. Após uma breve turnê regional de divulgação, a banda assinaria um contrato com a poderosa Elektra Records e lançaria o grandioso "Shout At The Devil", com uma sonoridade mais ainda puxada para o heavy metal. O álbum foi certificado 4 vezes platina nos EUA e responsável por lançar o Mötley Crüe ao mundo.
"Theatre Of Pain" é lançado e a banda toma mais influência do hard rock oitentista, tanto no visual como no som, deixando um pouco o heavy metal de lado, mas repete o feito de seu antecessor e atinge a marca de platina 4 vezes na terra do Tio Sam. Mudando novamente sua sonoridade, "Girls, Girls, Girls" é lançado com uma influência mais blues, mas com a mesma vendagem que seus antecessores. Durante a turnê de divulgação do disco que um dos fatos mais curiosos envolvendo a banda acontece: Nikki Sixx sofreu uma overdose de heroína e foi dado como morto pelos médicos, até que duas injeções de adrenalina no coração fizeram com que Sixx voltasse, gerando a lenda de que o baixista teria "ressucitado". Após isso, a banda foi obrigada a tirar férias e seus integrantes foram internados em clínicas de reabilitação.
Depois de ficarem "limpos", o maior sucesso comercial do grupo é lançado: "Dr. Feelgood" demonstra um retorno às raízes heavy metal dos famigerados "bad boys of rock n' roll", deixando o som e o visual menos brilhante e mais agressivo, apesar de não mudar a linhagem das letras [sexo, drogas e rock n' roll adicionados à relacionamentos]. O disco chegou a ficar em 1° lugar no ranking da Billboard e vendeu cerca de 6 milhões de cópias, sendo o mais aclamado lançamento da banda.
Com uma bem-sucedida turnê concluída, a coletânea "Decade Of Decadence '81-'91" é lançado para acalmar os fãs enquanto um disco novo não chega, mas ficou em 2° lugar nas paradas e o disco prometido só chegaria em 1994, depois de Vince Neil sair da banda devido ao desinteresse diante à novos lançamentos [a mídia estava dando atenção ao grunge e enterrando o hard rock] e o novo vocalista, John Corabi, entrar para o grupo.
"Mötley Crüe" é lançado e possui péssimas vendagens comparado à seus antecessores, além da turnê ter sido um fiasco e John Corabi ser demitido após o fim da mesma. Vince Neil retorna à banda e "Generation Swine", apesar de criticado, vende bem e marca o retorno da formação original. A coletânea "Greatest Hits", o ao vivo "Live: Entertainment Or Death" e o compilado de raridades "Supersonic And Demonic Relics" são lançados posteriormente, aproveitando a boa fase da banda. Entretanto a formação original se desmancha novamente com a saída de Tommy Lee em 1998, preso por agressão física à sua ex-esposa, Pamela Anderson, e acabou não voltando ao grupo tão cedo. Randy Castillo, ex-Ozzy Osbourne, foi contratado como seu substituto.
"New Tattoo" foi lançado em 2000, ainda com Randy Castillo na bateria e não vende tão bem, apesar de tentar marcar um retorno à sonoridade característica da banda. Castillo fica vulnerável por conta de um câncer e falece em 2002, sendo substituído por Samantha Maloney, ex-Hole, que toca durante toda a turnê. A banda entraria em um hiato, pois Mick Mars piorou em relação à espondilite anquilosante, uma doença degenerativa que persegue Mars desde seus 19 anos de idade. Enquanto isso, os outros integrantes dedicaram-se à projetos solos e outras bandas.
Em 2004, a banda voltaria [e com sua formação original] com uma grandiosa turnê de reunião e um registro ao vivo em CD e DVD: "Carnival Of Sins". No entanto a verdadeira volta se daria com o mais novo lançamento do Crüe: "Saints Of Los Angeles", lançado em junho de 2008, baseia-se no conceito da biografia da banda, "The Dirt" e estreou em 4° lugar nas paradas americanas, vendendo cerca de 100 mil cópias só na 1ª semana. A sonoridade modernizada alia-se à pegada clássica da banda com êxito, sendo, na minha opinião, o melhor lançamento de 2008 e fecha, por enquanto, a discografia da banda com chave de ouro.
No mais, à todos os visitantes da Combe do Iommi ®, desejo um feliz Natal e um excelente 2009, lotado de bons lançamentos no mundo do rock n' roll e de muita prosperidade. Agora, com vocês, Mötley Crüe!



Silver